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Salto é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 23º12'03" Sul e a uma longitude 47º17'13" Oeste, estando a uma altitude de 555 metros. O município é cortado pelo rio Tietê. Sua população estimada em 2017 era de 116.191 habitantes. É uma estância turística do interior do estado de São Paulo, localizada na Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião Macro Metropolitana Paulista e na Microrregião de Sorocaba, entre as cidades de Itu e Indaiatuba.

Deve seu nome ao Salto do Tietê, uma cachoeira do Tietê localizada à altura da Praça Archimedes Lammoglia. Salto é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual.

Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Durante muito tempo, a cidade de Salto foi basicamente industrial. Desde meados da década de 1990, o setor industrial vem perdendo espaço para os setores comercial e de serviços. A agricultura não é muito expressiva, com pequenas lavouras de café, feijão, uva e hortaliças em geral.

Salto sedia uma das empresas Eucatex (a maior empresa da cidade), propriedade do ex-governador Paulo Maluf. O grupo possui duas fábricas na cidade; a Eucatex Madeira (que processa madeira em compensados) e a Eucatex Química (tintas). Havia também uma Eucatex Têxtil, que faliu. O pedido de concordata feito pela Eucatex Madeira em 2005 deixou a cidade apreensiva, visto ela ser fonte uma porcentagem considerável de empregos para a cidade. Muitos, inclusive o governo local, consideraram o pedido uma manobra da indústria para se omitir de compromissos fiscais.

As cédulas da moeda nacional (assim como moedas correntes de outros países latino-americanos) são produzidas na cidade, na Indústria de Papel de Salto. A Papel, como é conhecida, é um empreendimento da multinacional Italiana Fedrigoni. Os lucros da empresa foram comprometidos em 2000 com o lançamento das cédulas comemorativas de dez reais. As cédulas plásticas que celebram os 500 anos do descobrimento do Brasil são feitas de plástico e foram fabricadas na Austrália, por uma empresa e que é parte estatal. A encomenda de cédulas importadas gerou protesto dos trabalhadores da Papel contra o Governo Federal.

O comércio varejista não possui grande destaque, com muitos moradores inclusive optando por comprar fora da cidade. Cinco grandes cadeias varejistas possuem lojas em Salto - Casas Bahia, Magazine Luiza, Carrefour, São Roque, Sonda, McDonald's, Casas Pernambucanas e Lojas Cem. As Lojas Cem possuem sua matriz na cidade, onde há também o seu grande depósito de mercadoraias, responsável por suprir todas as lojas da rede. Em 2012, a rede inaugurou na cidade a sua 200ª loja.

A cidade é pobre em minérios, com a extração mineral praticamente se resumindo ao granito e derivados do sódio. A despeito disso está instalada no município uma multinacional austríaca de processamento de alumínio.

Todos cantam sua terra,
também vou cantar a minha,
Nestes versos de louvor.
E, pulsando minha lira,
Vou fazê-la uma rainha,
Um poema de amor.

Seu regato é mais alegre,
Há em suas noites mais estrelas
E em seus frutos mais sabor.
Suas várzeas são mais verdes,
Suas tardes mais serenas,
Tem suas matas mais rumor.

Salto!
Da linda cascata,
Das praças floridas,
Dos bandos de taperás.
Salto!
Que eles encantam,
voando e cantando
Pra lá e pra cá.

Por aqui os bandeirantes,
Procurando diamantes,
Se embrenhavam no sertão.
E assim foram alargando
Os imensos horizontes
Desta querida nação.

Erigiram uma capela
E a Virgem Padroeira
O meu berço abençoou.
Gente de todas as partes,
Que aos poucos foi chegando,
O meu berço povoou.

Salto!
Da linda cascata,
Das praças floridas,
Dos bandos de taperás.
Salto!
Que eles encantam,
voando e cantando
Pra lá e pra cá.

Salve Salto tão singela,
Minha terra primorosa,
De que posso me orgulhar!
Salve Salto tão singela,
Minha terra formosa
Que eu não canso de exaltar.

A primitiva povoação achava – se em território que pertencia ao Município de Faxina, Apesar de só ter se desmembrado da cidade de Itu no século XIX, o marco da fundação de Salto é considerado a inauguração da capela do sítio Cachoeira, em 16 de junho de 1698. O proprietário do sítio era o Capitão Antônio Vieira Tavares, um ex-bandeirante (sobrinho do famoso bandeirante Raposo Tavares), que adquiriu as terras na margem direita do rio Tietê, até então habitadas pelos índios guaianases.

No local onde se encontrava a capela original foi erguida a atual Igreja Matriz Nossa Senhora do Monte Serrat, construída entre 1928 e 1936. Durante o século XVIII a área de Salto não era mais do que um agrupamento de sítios. Passou a ser mais relevante a partir do século XIX com a implantação da cultura cafeeira. A cidade de Itu se tornou um importante centro produtor e um núcleo de concentração de renda. Os barões do café começavam a se tornar uma força política à parte do Império. A área de Salto foi visitada pelo Imperador Dom Pedro II por duas vezes, em 1846 e 1875. O Conde D'Eu visitou a cidade em 1874.

Urbanização

A real urbanização de Salto só começou em 1856 quando, após a realização do primeiro levantamento topográfico, estipulou-se um plano de arruamento. Ao fim do arruamento, em 1857, Salto contava com não mais que sete estabelecimentos comerciais e uma única indústria (uma fábrica de velas). Durante a década de 1870 Salto se torna um pequeno polo tecelão, com a instalação de várias indústrias têxteis, o que originou o apelido da cidade na época: "Pequena Manchester Paulista". A década também marcou a implantação da antiga estrada de ferro (1873), que cortava o atual bairro Estação. Em 1889 Salto é emancipada. A elite cafeeira ituana estava forte como nunca e teve um papel central na derrocada do Império e implantação do regime republicano.

A urbanização da cidade se deu de forma lenta. Essa característica se mantém até hoje, exceto pelos dois grandes momentos de migração. A iluminação pública, por exemplo, só foi implantada em 1890 quando lampiões foram instalados nas ruas. A rede elétrica só veio os substituir em 1907 - mesmo ano em que o serviço telefônico foi inaugurado.

Século XX

Na época, devido ao sistema de hierarquia que ainda se usava, Salto teve que ser primeiro considerada uma freguesia. Após o desmembramento foi considerada um município, mas não uma cidade. Só alcançou essa categoria em 1907. A respeito da emancipação, Salto só deixou de se chamar "Salto de Itu" em 29 de dezembro de 1917 quando uma lei estadual mudou oficialmente seu nome para Salto. No começo do século XX houve o primeiro grande movimento migratório em direção à cidade, constituído de colonos italianos que vieram trabalhar na colheita do café. A imigração italiana foi massiva durante os anos que se seguiram e as famílias de colonos formavam a maior parte da população, deixando marcas na cultura de Salto até os dias atuais.

A instalação da Brasital S/A, em 1º de novembro de 1919, pode ser considerada momento emblemático da industrialização de Salto. A fábrica ocupava um grande terreno próximo à queda d'água no rio Tietê e à Igreja Matriz (ou seja, nos arredores do marco zero da cidade), e onde haviam se instalado, no último quarto do século XIX, as tecelagens pioneiras - as de José Galvão (1875) e Barros Júnior (1882) que, incorporadas sucessivamente por José Weisshon (1898-1904) e pela Sociedade Ítalo-Americana (1904-1919), passam para a mão de acionistas italianos e brasileiros sob o nome Brasital (junção das iniciais de Brasil e Itália). Além dos galpões de tecelagem, a Brasital era proprietária de várias casas situadas num terreno anexo e outro em uma área limite do perímetro urbano na década de 1920. Essas residências eram habitadas pelos operários da indústria, na maior parte imigrantes italianos. As casas estavam dispostas formando um quadrilátero, com quatro quarteirões, nos quais existiam grandes quintais comunitários no centro.

As ruas só começaram a ser calçadas em 1931. Esse primeiro calçamento só abrangeu as ruas principais. Os últimos ladrilhos desse calçamento pioneiro foram removidos no final de 2010, com a uniformização do calçamento da Rua 9 de Julho. Ladrilhos da mesma tipologia ainda podem ser encontrados no bairro da Barra. A Igreja Matriz foi destruída por um incêndio em 1935. Na época era feita sobretudo de madeira que supõe-se se inflamou por um descuido com as várias velas que havia em seu interior. Foi substituída pela atual Nossa Senhora do Monte Serrat, de alvenaria. Foi a única paróquia da cidade até 1966, quando a paróquia São Benedito foi instalada sob os cuidados do cônego Gastão Oliboni, da Ordem Presmonstratense.

A estação ferroviária de Salto, da linha tronco original da Companhia Ytuana de Estradas de Ferro, foi desativada em 1985 quando foi substituída pelo trecho saltense da Variante Boa Vista-Guaianã. Durante a década de 1940, soldados saltenses foram enviados à Segunda Guerra Mundial. Mais tarde houve uma polêmica se deveria-se ou não dar a alguma rua o nome de algum dos soldados, mas a maioria dos pracinhas não podia ser homenageada de tal forma por ainda estar viva. Optou-se por batizar-se uma via como "rua dos Expedicionários Saltenses". Alguns ítalo-saltenses entretanto se filiaram ao Círculo Fascista de Itu que apoiava, ainda que apenas verbalmente, Benito Mussolini. Na década de 1950 indústrias de grande porte se instalam na cidade, e desde a década de 1970 Salto passa a receber intenso fluxo migratório de outros estados - em especial das regiões Nordeste e Sul, com destaque para o estado do Paraná.

O rio Tietê é um curso de água brasileiro conhecido nacionalmente por atravessar, ao longo de seus 1 100 quilômetros de extensão, praticamente todo estado de São Paulo, de leste a oeste, além de marcar a geografia urbana da maior cidade do país, a capital paulista. O Tietê nasce no município de Salesópolis, a 22 km do oceano Atlântico, e corre para o interior de São Paulo, sendo assim, foi muito utilizado pelos índios e bandeirantes para acessar as vilas que se encontravam ao longo do rio.

Ao contrário da maioria dos rios brasileiros, o Tietê se volta para o interior e não para o oceano, caracterizando, dessa forma, um rio com drenagem endorreica, característica que o tornou um importante instrumento na colonização do Brasil, A sua nascente fica a 1 120 metros de altitude, na Serra do Mar, mas apesar de estar a apenas 22 quilômetros do litoral, as escarpas da serra obrigam-no a fluir em sentido inverso, atravessando o estado de sudeste a noroeste até desaguar no lago formado pela barragem de Jupiá, no rio Paraná, na divisa com o estado do Mato Grosso do Sul, entre os municípios de Itapura e Castilho, cerca de 50 km a jusante da cidade de Pereira Barreto.

Ainda no período colonial, o rio, por conta de seu solo rico e fértil, atraiu muitos aventureiros e pessoas afeitas às lavouras. Dessa forma, o rio passou a abrigar as primeiras habitações em suas margens, formando assim, o vilarejo de Pirapora do Curuçá, em que seu nome homenageia uma pedra que possuía uma cruz entalhada e se localizava no lado esquerdo do rio, onde os índios a nomearam de Curuçú-Guaçu (palavra que em tupi significa Cruz).

As nascentes ficam no Parque Nascentes do Rio Tietê, situado no município de Salesópolis. São cerca de 134 hectares, dos quais 9,6 já estão sob controle ambiental, protegendo as diversas nascentes que formam o rio. O parque localiza-se no bairro da Pedra Rajada, a dezessete quilômetros do centro de Salesópolis, junto à divisa com o município de Paraibuna. O acesso se dá pela SP-88 (Estrada das Pitas), onde há uma estrada vicinal de seis quilômetros em terra batida que leva à nascente.

Inicialmente nas mãos de particulares, teve sua flora original destruída. Tombado pelo Estado, sua área foi recuperada, apresentando, agora, floresta secundária. As nascentes surgem entre rochas que ladeiam um minúsculo lago. A água brota em três diferentes pontos e o lago é povoado por pequenos peixes, os guarus, também conhecidos como lebiste selvagem.

A poucos metros de sua nascente, um vertedouro permite medir o volume de água gerado pelo lençol freático. Destaca-se o elevado fluxo de água produzido pela nascente. Um mural no local fornece alguns dados da nascente do rio Tietê. Na data indicada, verifica-se que as nascentes produziram mais de três metros cúbicos (1m³= 1.000 litros) de água por hora. Ao longo do seu trecho inicial, o rio recebe a contribuição de vários lençóis freáticos, tornando-se um córrego de elevado volume de água no pequeno trajeto que percorre.

Ainda dentro do município de Salesópolis existe uma das primeiras hidrelétricas construídas no Brasil, que é a atual Usina Parque de Salesópolis. Construída em 1912 pela antiga Light, gerava energia a partir de uma queda de 72 metros de altura do rio Tietê. O parque está aberto para visitação pública, sendo que há um museu junto à usina. Em março de 2008, foi retomada a produção de energia elétrica. Destacam-se os maquinários antigos lá instalados.

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